Não se trata apenas de combater o tumor: os investigadores têm como alvo a sua barreira protetora
Uma abordagem para uma nova geração de imunoterapias
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Uma nova abordagem poderá melhorar a eficácia das imunoterapias em determinados tipos de cancro: em vez de atacar diretamente as células cancerosas, a terapia atua sobre o ambiente tumoral. A partir de amostras de tecido de doentes com cancro do pulmão e do ovário, investigadores do Bosch Health Campus, da Universidade de Estugarda e do Hospital Universitário de Jena demonstram como um anticorpo recentemente desenvolvido ataca o tecido tumoral e desencadeia uma reação imunitária contra o tumor. O estudo foi publicado na revista científica *Science Advances*.
Um tumor é composto por muito mais do que células cancerosas. No seu entorno imediato encontram-se, entre outras, células do tecido conjuntivo que favorecem o crescimento do tumor e podem dificultar o seu combate. Os investigadores analisaram agora uma abordagem inovadora que não ataca as próprias células cancerosas, mas sim estas células do tecido conjuntivo (fibroblastos). Os resultados pré-clínicos mostram que o anticorpo utilizado elimina as células do tecido conjuntivo que apoiam o tumor e, além disso, consegue mesmo destruir as células tumorais vizinhas.
Alteração direcionada do microambiente tumoral
No centro do trabalho de investigação está o anticorpo bispecífico FAP x CD3 OMTX305, desenvolvido pelo Instituto de Biologia Celular e Imunologia da Universidade de Estugarda, em cooperação com o parceiro industrial espanhol Oncomatryx. A característica dos anticorpos bispecíficos é que podem ligar-se simultaneamente a dois tipos diferentes de células. A molécula aqui utilizada atua como uma ponte entre as células imunitárias e o seu alvo, neste caso os fibroblastos que apoiam o tumor. Estas formam frequentemente uma rede densa em torno do tumor, que funciona como uma barreira protetora e dificulta a penetração de células imunitárias e de medicamentos. Através da ligação aos fibroblastos, as células imunitárias foram ativadas e eliminaram as células que formavam a barreira.
Os investigadores consideraram particularmente notável o facto de não terem sido eliminadas apenas as células visadas, mas também as células tumorais vizinhas. O estudo fornece, assim, indícios de que a eliminação seletiva dos fibroblastos que apoiam o tumor promove, na verdade, uma resposta imunitária ainda mais abrangente contra o tumor.
«Atacamos o tumor a partir do seu ambiente imediato», explica o Dr. Thomas Mürdter, diretor adjunto do Instituto Dr. Margarete Fischer-Bosch de Farmacologia Clínica (IKP) no Bosch Health Campus. «Ao removermos os fibroblastos de forma seletiva, alteramos o microambiente tumoral e criamos assim melhores condições para que as células imunitárias possam chegar ao tumor e combatê-lo.»
As secções de tecido revelam toda a estrutura do tumor
Os investigadores do IKP realizaram os estudos em tecido tumoral de doentes do Hospital Robert Bosch que sofriam de cancro do pulmão ou do ovário. A particularidade metodológica do estudo reside na combinação da nova abordagem imunoterapêutica com um sistema de testes pré-clínico, mas próximo do doente. Desta forma, foi possível investigar como a terapia atua num ambiente tumoral complexo e não apenas em células tumorais isoladas.
Particularmente reveladoras para este fim são as secções de tecido tumoral com cerca de 250 micrómetros de espessura (Precision-Cut Tumor Slices). Ao contrário das culturas celulares clássicas, nestas secções de tecido preservam-se numerosos tipos de células e estruturas do tumor original. Desta forma, os investigadores podem analisar como as células cancerosas, os fibroblastos e as células imunitárias interagem entre si e como este ambiente complexo reage a uma terapia.
Para a análise detalhada, foram utilizados métodos modernos, incluindo imunofluorescência multiplex e sequenciação de ARN de célula única. Os investigadores analisaram as colorações dos tecidos com recurso a métodos de aprendizagem automática, a fim de identificar os diferentes tipos de células e a sua distribuição espacial no tecido tumoral. O sequenciamento de ARN de célula única permitiu-lhes investigar as alterações em populações celulares específicas e a sua reação à terapia.
Abordagem para uma nova geração de imunoterapias
Muitos tumores não respondem adequadamente ao tratamento, apesar das imunoterapias modernas. Por isso, está atualmente a ser investigado a nível internacional o papel dos fibroblastos que apoiam o tumor como alvo terapêutico. Para além dos anticorpos, estão a ser desenvolvidas, por exemplo, terapias com células CAR-T direcionadas contra estas células do tecido conjuntivo. O presente trabalho complementa estas abordagens através da investigação de um anticorpo bispecífico FAP x CD3 em modelos tumorais próximos dos pacientes. Os resultados constituem, assim, um contributo importante para uma nova geração de imunoterapias que visam não só as próprias células cancerígenas, mas também o seu ambiente de suporte.
Instituições participantes e financiamento
O projeto foi financiado pelo Ministério da Ciência, Investigação e Arte de Baden-Württemberg, pela Comunidade Alemã de Investigação (DFG), pelo Ministério Federal da Investigação, Tecnologia e Espaço, pela Fundação Leibinger e pela Fundação Robert Bosch. Participaram o Instituto Dr. Margarete Fischer-Bosch de Farmacologia Clínica e o Hospital Robert Bosch no Bosch Health Campus, a Universidade de Estugarda, o Centro Clínico Universitário de Jena (Comprehensive Cancer Center Central Germany) e a empresa espanhola de biotecnologia Oncomatryx.
Observação: Este artigo foi traduzido usando um sistema de computador sem intervenção humana. A LUMITOS oferece essas traduções automáticas para apresentar uma gama mais ampla de notícias atuais. Como este artigo foi traduzido com tradução automática, é possível que contenha erros de vocabulário, sintaxe ou gramática. O artigo original em Alemão pode ser encontrado aqui.