Informações genéticas revelam os habitantes: 1 072 espécies num balde de água
Como é possível realizar uma análise pragmática, abrangente e, ao mesmo tempo, económica da biodiversidade nas águas
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Será que as pegadas de ADN presentes em dois litros de água são suficientes para acompanhar a evolução da biodiversidade de um rio ao longo de um ano? Um estudo da Universidade de Duisburg-Essen, com o rio Lippe como exemplo, mostra como é possível realizar uma análise pragmática, abrangente e, ao mesmo tempo, económica da biodiversidade em cursos de água. Os resultados foram agora publicados na revista científica *Ecological Indicators*.
Till-Hendrik Macher e Robin Schütz, na altura ambos doutorandos em Biologia na Universidade de Duisburg-Essen, deslocaram-se durante um ano, de duas em duas semanas, à foz renaturalizada do rio Lippe, junto a Wesel, e filtraram duas amostras de água em cada visita – 26 visitas, 52 amostras. Nestas amostras, conseguiram identificar um total de 1 072 espécies: 40 espécies de peixes e lampreias, 41 espécies de aves e 26 espécies de mamíferos, 425 invertebrados aquáticos e 350 terrestres, bem como 190 espécies de diatomáceas. A título de comparação: para o mesmo local, estão registadas na base de dados global de biodiversidade GBIF um total de 1 029 espécies, recolhidas ao longo de mais de 130 anos.
No método clássico, os organismos são identificados individualmente com redes, pinças, lupas e microscópios. Por outro lado, através do metabarcoding de ADN, as espécies podem ser identificadas com base na sua informação genética, que pode ser detetada nas amostras.
«Com dois litros de água por sessão, detetámos 1 072 espécies ao longo de toda a árvore genealógica da vida — desde diatomáceas, passando por efémeras, até ao castor», afirma Till-Hendrik Macher, primeiro autor do estudo, que entretanto se dedica à investigação na Universidade de Trier. «E conseguimos comprovar que os nossos dados refletem efetivamente a biologia do rio Lippe e não se tratam apenas de ADN levado acidentalmente para o rio», acrescenta Robin Schütz, atualmente investigador no Instituto Federal de Proteção da Natureza. «Pois as espécies que desovam no inverno, como o botão-de-ouro e o lúcio, por exemplo, apresentaram os seus picos de ADN no inverno, enquanto o ganso-branco os apresentou precisamente durante o seu período de hibernação.»
Esta abordagem também é interessante do ponto de vista económico, uma vez que a procura por este tipo de dados está a crescer: tanto o Quadro Global para a Biodiversidade de Kunming-Montreal (GBF) como as obrigações de reporte nacionais e europeias exigem uma densidade de dados espacial e temporal que dificilmente é possível obter com métodos clássicos.
Eficaz e económico
Com o método de Macher e Schütz, a análise de todas as 52 amostras custou cerca de 12 000 euros; um registo clássico comparável dos mesmos grupos de organismos ao longo de um ano custaria cerca de 70 000 euros – aproximadamente seis vezes mais. No âmbito da Diretiva-Quadro da Água da UE, são atualmente analisados, em média, 1,71 dos quatro componentes de qualidade biológica (peixes, invertebrados, microalgas, plantas aquáticas) por rio, sendo que apenas numa minoria de cursos de água são analisados os quatro. Uma combinação de um levantamento clássico com três análises baseadas no ADN ambiental permitiria abranger os quatro componentes – com cerca de 115 por cento do orçamento atual.
«O cálculo mostra o potencial que reside na combinação dos métodos», afirma Florian Leese, diretor do Grupo de Investigação sobre Ecossistemas Aquáticos da UDE. «Isto porque o ADN ambiental não fornece dados sobre a biomassa nem o número de indivíduos, pelo que continuamos a precisar de outros métodos para obter uma visão completa.»
Observação: Este artigo foi traduzido usando um sistema de computador sem intervenção humana. A LUMITOS oferece essas traduções automáticas para apresentar uma gama mais ampla de notícias atuais. Como este artigo foi traduzido com tradução automática, é possível que contenha erros de vocabulário, sintaxe ou gramática. O artigo original em Alemão pode ser encontrado aqui.