Tumor cerebral espalhado no cérebro vivo observado em direto pela primeira vez
A microscopia de três fotões revela: as células imunitárias do cérebro influenciam ativamente o avanço do tumor
Anúncios
O glioblastoma, o tipo de tumor cerebral mais comum e mais agressivo nos adultos, continua a ser difícil de tratar porque pode infiltrar-se no tecido cerebral circundante e espalhar-se muito para além do tumor principal. Os investigadores do DZNE, do Hospital Universitário de Bona e do Cluster of Excellence "ImmunoSensation" da Universidade de Bona captaram este processo de infiltração no cérebro vivo através de microscopia avançada. O estudo baseia-se na observação de ratinhos afectados por um cancro cerebral muito semelhante ao glioblastoma humano
Os resultados, publicados na revista científica "Immunity", revelam interações complexas e dependentes da situação entre as células do glioblastoma e as células imunitárias residentes no cérebro, também conhecidas como "microglia". Estas células patrulham o cérebro em busca de ameaças. Os resultados actuais sugerem que a microglia não é um espetador passivo, mas influencia ativamente tanto a contenção como a propagação do tumor.
Os cientistas observaram estes processos através da chamada microscopia de três fotões, que utiliza luz infravermelha. O foco foi a "zona de infiltração distante", que designa uma região de tecido localizada a vários milímetros de distância do tumor primário.
Mudança de comportamento
Entre outras coisas, a equipa descobriu que o comportamento da microglia se alterava à medida que o tumor se espalhava. Especificamente, a microglia mostrou maior motilidade e atividade de vigilância quando apenas algumas células de glioblastoma estavam presentes. No entanto, à medida que a infiltração do tumor se intensificava, esta resposta imunitária diminuía. Além disso, os cientistas investigaram os efeitos da desativação de um determinado recetor que a microglia utiliza para detetar o seu ambiente. Além disso, analisaram a depleção farmacológica, ou seja, a redução drástica do número de células imunitárias.
"Os nossos dados mostram que as interações entre as células tumorais e a microglia desempenham um papel importante na invasão do glioblastoma", afirma o Dr. Felix Nebeling, primeiro autor da presente publicação. "O objetivo da função microglial, potencialmente através de medicamentos, pode, portanto, representar uma via promissora para limitar a propagação do tumor e melhorar os resultados dos doentes."
Observação: Este artigo foi traduzido usando um sistema de computador sem intervenção humana. A LUMITOS oferece essas traduções automáticas para apresentar uma gama mais ampla de notícias atuais. Como este artigo foi traduzido com tradução automática, é possível que contenha erros de vocabulário, sintaxe ou gramática. O artigo original em Inglês pode ser encontrado aqui.
Publicação original
Felix C. Nebeling, Falko Fuhrmann, Manuel Mittag, Fabrizio Musacchio, Henrike Antony, Nala Gockel, Lea L. Friker, Sonia Leonardelli, Severin Filser, Deli A., Miriam Stork, Daniele Bano, Torsten Pietsch, Frank A. Giordano, Qihui Zhou, Simona Parrinello, Michael Hölzel, Ulrich Herrlinger, Paolo Salomoni, Martin Fuhrmann; "Microglia-glioblastoma crosstalk mediates glioblastoma invasion at the far infiltration zone"; Immunity, Volume 59